Fernando Augusto Almeida Neves

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Quem será o novo executivo de processos?

Saiba mais sobre o Chief Process Officer, seu papel dentro das empresas e o futuro deste novo profissional


Atualmente algumas empresas estão passando por um momento em que percebem a necessidade de ter um profissional capaz de dar a atenção merecida para o desenvolvimento dos processos corporativos. Isso vem acontecendo por conta da demanda e postura exigidas a essas empresas pelo cenário mercadológico atual que propõe a utilização de ferramentas BPM de gestão como meio facilitador e de credibilidade para atender essas demandas e exigências. E na medida em que a gestão dos processos começa a se tornar mais complexa, a solução é apostar no trabalho do Chief Process Officer, o CPO, um profissional que será responsável pelo Escritório de Processos (Business Process Management Office, BPMO) e pelo direcionamento organizacional da empresa. Segundo Rui Lima Godinho, Coordenador de Projetos e Processos na BT Call Center, o CPO deve ter um perfil formado por algumas características que podem ser consideradas indispensáveis para a sua atuação. São elas:
  • Vasta experiência com processos;
  • Conhecimento sobre a cadeia de valores da empresa;
  • Visão holística;
  • Capacidade analítica;
  • Excelente capacidade de comunicação;
  • Excelente capacidade de negociação. 
Essas características serão, sem dúvida, determinantes para o desempenho de suas atribuições, envolvendo-o de forma que trabalhe proativamente para garantir a melhoria contínua do trabalho executado. “Enquanto responsável por um escritório de processos, a figura do CPO deve ser responsável por garantir a aderência aos processos de negócio, promover discussão com visão em otimização processual através de workshops e oficinas de mapeamento seguindo metodologia BPM. É também responsável por liderar toda uma equipe de processos que irão analisar constantemente gargalos e pontos de melhoria dos processos-chave da empresa”, explica o coordenador de projetos. 

Além disso, de acordo com Rui, este profissional precisa estar intimamente envolvido em reuniões que discutam questões orçamentárias, de kick-off de projetos e operacionais, sendo responsável por submeter à alta gerência e demais áreas da empresa relatórios e levantamento de indicadores, indicando não conformidades nos processos, riscos ou oportunidades de alavancar o negócio, por meio de alterações nos procedimentos realizados por sua equipe diariamente. “Exige-se a este ator uma ampla ou total visão do processo de negócio, transformando-o numa peça chave para o correto funcionamento da empresa”, comenta.

Alguns empresários e gestores se perguntam sobre o melhor momento para instituir o cargo de CPO em sua empresa e se existe algum tipo de estratégia que possa ser trabalhada para que isso seja feito. Para Rui, é a maturidade da empresa em relação aos processos que irá determinar a necessidade do CPO. “Na minha visão a figura do CPO deve ser instituída a partir do momento que a empresa ganha a consciência e aposta no valor da implantação de uma metodologia de gerenciamento de processos de negócio. Podemos considerar um marco no tempo em que a empresa esteja num nível 0 ou 1 de maturidade em BPM. Vale ressaltar ainda que esta decisão deve ser apoiada ao mais alto nível gerencial, pois a implantação de um BPMO, com uma equipe especializada (CPO, analistas, etc.), metodologia formalmente instaurada e softwares que suportem esta operação não é algo fácil ou barato, no entanto deve ser encarado como um investimento e não como um custo", alerta Rui.

Quanto à estratégia para a instituição do CPO, Rui destaca que devem ser fortemente consideradas as características e o perfil necessários e o conhecimento aprofundado a cerca dos processos. Assim será possível observar junto ao RH se a empresa dispõe de um profissional que atenda a esses requisitos e, caso não seja possível uma seleção interna, aí sim deve ser aberta a oportunidade para o mercado de trabalho externo.

Algumas empresas apostam ainda na capacitação e amadurecimento de um profissional já envolvido com os processos da empresa que é o Chief Information Officer, CIO, para a ocupação do cargo. “Uma vez que o CIO já tem uma visão estratégica da empresa e no seu dia-a-dia já lida de maneira informal (sem seguir uma metodologia de BPM) com definição e direcionamentos de processos da empresa, existe esta facilidade de migração para um BPMO”, completa Rui.

O coordenador de projetos e processos ressalta que a instituição do cargo de CPO não é só uma tendência. “A instituição do CPO já é uma realidade com a qual as empresas lidam no seu dia-a-dia com alta pressão para cumprimento de demandas, orçamentos escassos e falta de recursos humanos especializados trabalhando nas suas diversas áreas. Com isto diversas empresas adotam e olham fortemente para o BPM como uma saída com o mapeamento, análise, otimização e automatização de processos através de softwares (BPMS – Business Process Management Software) e equipes especializadas nestas atividades (BPMO informal). Assim sendo, estas movimentações pedem que exista a figura do CPO”, acrescenta.

No Brasil a figura do CPO ainda não é muito difundida, mas existe informalmente e vem aos poucos mostrando seu valor e os benefícios que agrega aos negócios das empresas. “As empresas de grande porte já reconhecem o valor e usam esta figura, no entanto acredito que é um mercado de trabalho com inúmeras oportunidades, pois não só as grandes empresas já começam a enxergar a necessidade deste executivo e de liderá-los para o futuro”, finaliza Rui.

Saiba mais sobre Rui Lima Godinho

Coordenador de Projetos e Processos na BT Call Center, Rui é Bacharel em Informática pelo Instituto Superior de Tecnologias Avançadas (ISTEC) em Lisboa, Portugal; pós-graduado em Gestão de Projetos pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), foi analista de Processos de Negócio e membro da Coordenação de Arquitetura e Processos do ICI (Instituto Curitiba de Informática).
 
http://www.supravizio.com/Noticias/ArtMID/619/ArticleID/56/Quem-sera-novo-executivo-processos-chief-process-officer.aspx

Processos e pessoas são os reais patrimônios do mundo corporativo

Recente artigo publicado no site da Revista BPM Brasil, traz uma breve e convicta reflexão do gerente de processos, qualidade e planejamento da Embratec GoodCard – Ecofrotas e Ecobenefícios, Rodrigo Possatto Rothstein, sobre o assunto. 

Vale a pena conferir!

 
Há quem entenda por patrimônio corporativo a organização em si. Porém, para que qualquer organização exista e se mantenha firme e forte diante do competitivo cenário mercadológico dos dias atuais, é preciso que equipe diretiva e gestores estejam atentos a dois fatores essenciais para a condução dos negócios: processos e pessoas.

Em artigo já publicado aqui no blog há alguns meses, ressaltamos a importância das pessoas na implantação de uma Gestão por Processos dentro das organizações. Isso porque sabe-se que pessoas e processos são dois fatores indispensáveis para o sucesso de qualquer organização

E, por mais que atualmente algumas tecnologias possam ser capazes de substituir a mão de obra humana, de acordo com Rodrigo Possato Rothstein, gerente de processos, qualidade e planejamento da Embratec GoodCard – Ecofrotas e Ecobenefícios, as pessoas e os processos são os reais patrimônios do mundo corporativo uma vez que é a junção destes dois elementos que irá garantir efetividade operacional e estratégica das empresas. “Uma pessoa no mínimo interessada que encara sua posição profissional como algo valioso, pode se tornar um excelente entregador e um patrimônio de forma bem simples: se souber se beneficiar de seus processos de negócio” comenta o gerente de processos no artigo citado. 

Isso acontece segundo Rodrigo, porque quando uma organização possui seus processos bem definidos, implantados e divulgados as responsabilidades e expectativas da organização em relação á produtividade pessoas fica clara. Dessa forma o empenho por parte dos profissionais em executar suas tarefas com alto nível de qualidade e agilidade, gera o melhor resultado possível de forma a se tornar uma boa oportunidade de gerar compensações como uma promoção, por exemplo. “Se eu tenho um processo definido, implantado e divulgado, que representa o que a empresa espera do negócio e de mim, um profissional inteligente, mergulha nesse processo de forma a cumpri-lo da melhor maneira possível, no menor tempo possível, gerando o melhor resultado possível”, aponta.

A relação das pessoas com os processos pode ser vista neste aspecto como um fator que promove o que chamamos de competição positiva quando o profissional compete com ele mesmo, com o melhor que ele pode ser, pois a gestão por processos pressupõe atividades que podem facilmente ser executadas por qualquer profissional uma vez que está claramente definida e implantada. 

Organizações com processos mapeados, bem organizados e definidos têm percebido que a partir de uma gestão guiada por processos não se tornam dependentes dos profissionais e, em contra partida, profissionais percebem que seu trabalho pode ser facilmente executado por qualquer outra pessoa e por este motivo tendem a concentrar seus esforços para que possam destacar-se diante dos demais colegas da equipe. 

“Bons profissionais, quando são amparados por processos bem estruturados, tornam-se referências. Ao mesmo tempo em que bons profissionais que utilizam processos mal estruturados ou inexistentes tornam-se profissionais comuns. Sendo assim, tenho plena convicção de que as pessoas são patrimônios da empresa, sim, mas também, a partir de agora, quando falarmos de mundo corporativo, eu mudaria essa frase e diria: As pessoas e os processos são o nosso maior patrimônio”, destaca o executivo. 

Quando isso acontece os ganhos são mútuos. As organizações contam com profissionais cada vez mais capazes de acompanhar as demandas operacionais e produtivas e os profissionais executam suas atividades com alta performance, garantindo assim uma oportunidade de promoção. Nesse sentido percebemos que, pessoas e processos são os reais e maiores patrimônios e colaboram efetivamente para o aperfeiçoamento e melhoria continua do trabalho executado. 

http://www.supravizio.com/Noticias/ArtMID/619/ArticleID/96/Processos-pessoas-reais-patrimonios-mundo-corporativo.aspx?goback=.gde_145755_member_260450133#!

Gestão em TI: trabalhar para ser chefe ou líder?



Já se sabe que o trabalho dignifica o homem. Essa é uma expressão que aprendemos desde cedo, quando ainda jovens, concluindo a faculdade e pesquisando o mercado sobre as oportunidades de trabalho. Muitos buscam as primeiras vagas que surgem, independente de olhar para o futuro, outros são mais planejados, procuram entender até que ponto podem crescer na vaga ofertada.

O mercado de trabalho em TI é muito competitivo e dinâmico, onde o profissional precisa se qualificar e se atualizar com as novas tecnologias com certa habitualidade para não correr o risco de ficar “obsoleto” e perder bons salários por falta de atualização.

Entretanto, a nova geração tem um pique para aprender novas tecnologias que nossos antepassados nunca viram. Eles já nasceram com a internet, estão conectados com o mundo diariamente e possuem facilidade de aprender com os novos desafios. Os jovens de hoje buscam reconhecimento de seus esforços em um curto espaço de tempo, o que pode prejudicar ou beneficiar, dependendo do perfil da empresa onde trabalham.
Todavia, em um modo geral, devemos trabalhar sempre pensando em almejar um objetivo. Alguns sonham em trabalhar para ser coordenador de TI, outros em serem chefes de equipes de segurança da informação. 

Você vai encontrar quem fale que tem o objetivo de meramente estar empregado e que a empresa o não dispense (as pessoas acham que isso é uma meta a longo prazo). Mas, raramente, você vai escutar: “eu quero trabalhar para ser um LÍDER!“.

O que leva as pessoas a não pensarem em ser um Líder e sim, em ser um Chefe, é a falta de conhecimento ou informação pela diferença entre eles. Não vou entrar na área do marketing nem dos princípios que regem a administração de empresas, somente vou comentar algo sobre eles que vai fazer você refletir e até, quem sabe, descobrir que você já é um líder e não sabe!

Normalmente, a geração passada, aqueles conhecidos como a geração x (isso mesmo meus amigos, e aí eu me incluo, pois são as pessoas que nasceram antes da década de 80) almejavam trabalhar para um dia ser Chefe e mandar no setor onde trabalhavam. Parecia que era bonito ser uma pessoa dando ordens para serem cumpridas, recebendo relatórios em sua mesa e tendo uma secretária para lhe oferecer boas xícaras de café.

Pois bem, esse é o verdadeiro chefe. Ele diz: “Pense”, “vai fazer” e espera sentado a resposta da ordem dada aos seus subordinados. Você tem dito essas palavras ultimamente? Então você realmente é um chefe!

Agora, se ao contrário disso, você fala para a sua equipe: “pensamos”, “vamos fazer”, “nós temos que…” então você é um Líder. Realmente você tem uma equipe de funcionários e não subordinados. Esse profissional de hoje, tem a percepção que todos estão no mesmo “barco” e que o sucesso é de todos assim como o fracasso também. A responsabilidade é dividida entre todos – líder e liderados.

líder empolga a todos ao seu redor para mostrar resultados, incentiva o estudo, a pesquisa, a contribuição de ideias (através de brainstorm) e outras iniciativas que cativam os seus liderados, que passam a enxergar no seu líder, o leme que dará rumo ao sucesso profissional deles.

Enquanto que o chefe, dará sempre ordens, será pouco aberto a escutar seus subordinados e sempre terá o medo de perder o seu emprego para um subordinado da geração Y – os antenados na tecnologia e que possuem boas ideias empreendedoras.

E aí, vai continuar a ser chefe ou prefere ser um Líder?!

Fonte: Profissionais TI

http://www.sorocabati.com.br/noticia/gestao-em-ti-trabalhar-para-ser-chefe-ou-lider?goback=.gde_145755_member_260642594#!