Fernando Augusto Almeida Neves

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Satisfação no Trabalho: questão estratégica para as organizações



Os itens remuneração e os benefícios deixaram de exercer um papel determinante para que um executivo decida aceitar uma nova proposta de emprego. Claro que todos nós buscamos, no mínimo, manter o padrão de vida conquistado, e, se possível, alcançar outro patamar através de um salário mais robusto. Contudo, definitivamente, este não é o fator mais importante para que um funcionário se sinta feliz e realizado no trabalho.

Diversas teorias correlacionam salário e felicidade, e especulam sobre a possibilidade do dinheiro estar perdendo a importância numa tomada de decisão profissional, em detrimento de conceitos mais complexos como propósito e realização. Hoje em dia os empresários têm consciência da importância de “gerenciar a felicidade” de seus funcionários. Numa pesquisa recente constatou-se que os CEOs ocupam 30% de seu tempo com atração e retenção de talentos.

É evidente que um funcionário motivado, que se sente reconhecido pelos superiores e consciente de estar utilizando sua capacidade na plenitude, vai se sentir mais realizado e feliz. Essa sensação fará com que ele tenha uma melhor produtividade, e é este engajamento que os líderes buscam em seus funcionários.
Na prática parece simples, mas como integrar equipes tão distintas em processos de fusão e aquisição, por exemplo? Como combinar o melhor de uma cultura de empresa de dono, na qual a figura do empreendedor é muito presente? Como motivar diferentes gerações dentro de uma mesma organização e como identificar as motivações mais relevantes para cada grupo de empregados?

Para os líderes, fica o desafio de acertar nestas escolhas, garantindo que seus funcionários encontrem um significado maior em suas funções e se sintam felizes e recompensados. Assim, haverá um forte envolvimento emocional dos colaboradores com a empresa.

Lembro de um caso de um profissional que gentilmente aceitou o convite para uma entrevista comigo, mas que deixou claro desde o inicio que estava muito bem na sua empresa atual e que não pretendia assumir outro desafio naquele momento. Contudo, no decorrer da conversa, ao conhecer mais sobre a cultura, valores e estratégia de crescimento do nosso cliente, ficou curioso e concordou em ter uma conversa informal com ele.

O processo evoluiu lentamente e foram necessárias oito entrevistas até o candidato se sentir plenamente confortável para assumir este novo desafio. Hoje, depois de alguns anos nesta nova organização, este profissional está feliz e convicto de ter tomado a melhor decisão.

Em outra oportunidade o candidato tinha duas boas ofertas nas mãos e decidiu aceitar a mais vantajosa do ponto de vista financeiro. Embora muito empolgado com os desafios propostos pelo nosso cliente, optou pela outra proposta. Hoje, depois de alguns meses nesta organização, está disposto a reconsiderar e voltar atrás em sua decisão. Não está se sentindo plenamente feliz e realizado e não está se adaptando a cultura organização, apesar da remuneração bastante interessante. Embora a remuneração tenha exercido um papel preponderante no momento do candidato aceitar a proposta, ela não está sendo suficiente para retê-lo.

Como consultora, sei da minha grande responsabilidade ao conduzir um recrutamento para uma grande empresa cliente. Preciso conhecer muito bem a cultura e os valores desta empresa, para minimizar uma possibilidade de erro e identificar os recursos mais adequados àquela organização. Por outro lado, se pudesse dar um conselho aos executivos que estão buscando uma nova colocação, diria para serem muito transparentes e sinceros durante o processo seletivo.

Digo isso porque muitos profissionais valorizam suas qualidades e não expõem suas fraquezas durante um processo seletivo, acreditando que desta forma serão aprovados. Pelo contrário, percebemos claramente que este profissional não está sendo sincero e que está supervalorizando algumas competências.
Para dar um simples exemplo, lembro de um caso em que o executivo mencionou suas realizações sempre na primeira pessoa – Eu fiz, eu conduzi, eu realizei, etc, o que demonstra pouco espírito de equipe ou pouca importância para a equipe.

Além do mais, quanto mais profundamente conhecemos um candidato, maior a chance de recomendá-lo para projetos realmente desafiadores e que tenham maiores chances de fazê-lo feliz no ambiente corporativo.

Taís Cundari é sócia e vice-presidente da Fesa, empresa de recrutamento de altos executivos

http://revistavocerh.abril.com.br/materia/satisfacao-no-trabalho-questao-estrategica-para-as-organizacoes?goback=.gde_4052882_member_260311465#!

Smartphones, conheçam a nova criptografia quântica “inquebrável”


Autor: Ian Paul (TechHive.com)

Pode ser que em breve chegue um momento em que informações secretas quase indecifráveis possam ser transferidas diretamente para o seu smartphone. Não, não estamos falando sobre aparelhos carregados com chaves GPG ou aplicativos de autenticação de dois fatores, mas sobre a avançada ideia por trás criptografia quântica: a tecnologia de comunicação extremamente segura, capaz de bloquear mensagens muito mais firmemente do que a Lavabit jamais poderia fazer.

Depois de anos sendo relegado sozinho aos laboratórios ópticos, os pesquisadores da Universidade de Bristol dizem ter desenvolvido uma maneira de enviar informações criptografadas quanticamente para dispositivos portáteis a partir de um servidor central. Atualmente, a criptografia quântica é o maior desafio. Para usá-la, duas pessoas precisam de computadores perfeitamente alinhados capazes de controlar e modificar partículas individuais de luz (fótons), de acordo com o MIT Technology Review.

Similar à maneira que a criptografia convencional funciona atualmente, as partículas de luz transmitem a chave que o outro lado deve decifrar. Se as duas máquinas estão mal alinhadas ou as partículas de luz mudaram significativamente a medida que são transmitidas entre cada uma das partes, então a criptografia não funcionará. A equipe da Universidade de Bristol, no entanto, disse que a criptografia quântica não tem que ser tão difícil. Em vez de trocar partículas de luz perfeitamente afinadas com alguns equipamentos de alta tecnologia, apenas uma das partes precisa fazer todo o trabalho pesado para trocar as chaves.

Do Technology Review:

Na nova técnica, apenas uma das partes, digamos Alice, precisa ter a engrenagem quântica óptica, como uma fonte de fótons e etc. Alice cria os fótons e, então, os envia por uma fibra óptica comum a Bob – a outra parte. Bob simplesmente modifica os fótons para codificá-los com informação depois de enviá-los de volta para Alice. Isso simplifica consideravelmente o equipamento que Bob precisa, e permite que se encaixe em um dispositivo portátil.

Tecnologia alucinante

Ao contrário da criptografia convencional, onde os pares de chaves são criados através de problemas matemáticos complexos, a criptografia quântica se baseia no Princípio da Incerteza de Heisenberg – a base da mecânica quântica. O princípio da incerteza afirma que o mero ato de observar uma partícula a modifica.

Criptografia quântica funciona, porque se qualquer um tentar interceptar o segredo criptografado, o mero ato de observar o segredo o modificará“, disse Roger Grimes, da InfoWorld. “Não apenas o invasor falhará em obter o segredo, mas as pessoas autorizadas saberão que alguém tentou adulterá-lo.” Isso parece uma maneira incrível de manter dados secretos que inclusive poderiam impedir a NSA de espionar você, mas a criptografia quântica no dia a dia provavelmente ainda está a anos de distância.

Até que essa tecnologia alucinante chegue ao grande público, qualquer um que queira manter dados ou HDs seguros ficará melhor se aprender como usar as melhores ferramentas de criptografia atualmente disponíveis, como GPG e TrueCrypt.

http://securityinformationnews.wordpress.com/2013/08/31/smartphones-conhecam-a-nova-criptografia-quantica-inquebravel/?goback=.gde_145755_member_270046892#!

domingo, 1 de setembro de 2013

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO


O HOMEM QUE MUDOU O JOGO:

Só precisa apertar no Play e assistir:

http://www.filmesonlinegratis.net/assistir-o-homem-que-mudou-o-jogo-dublado-online.html

Primeiro filme da lista dos 10 melhores filmes para quem quer ser Empreendedor e Gestor de Pessoas: "O Homem que mudou o Jogo! “Persistência e determinação impulsionam o Empreendedorismo e a Gestão de Pessoas. Podem haver barreiras e derrotas, mas são as vitórias que mostram a você que não se deve desistir de seus sonhos!!! 

Resenha Filme:

Críticas AdoroCinema O Homem que Mudou o Jogo
4,0
FORÇA DE UM ROTEIRO
De Lucas Salgado

O Homem que Mudou o Jogo prometia contar a mesma história já vista em várias produções sobre times esportivos, em que um sujeito, contra tudo e contra todos, adota uma tática pouco ortodoxa para obter sucesso no jogo. O esporte da vez é o baseball, o que por si só já é outro defeito para nós brasileiros, afinal somos, salvo exceções, completamente ignorantes com relação as regras e as competições.

Felizmente, o longa é tudo, menos ordinário. Por mais que traga alguns clichês do gênero, consegue desviar o foco da história, saindo do baseball para a figura do manager Billy Beane - interpretado pelo sempre competente Brad Pitt. Ao estudar este indivíduo, o filme consegue, inclusive, despertar o interesse no esporte, afinal a paixão e os receios dele são reflexos dos anos vividos dentro do campo.

A grande força de Moneyball (no original) está no roteiro escrito a quatro mãos por Steven Zaillian (A Lista de Schindler) e Aaron Sorkin (Meu Querido Presidente). É difícil saber quem escreveu o quê, mas é nítida a presença da escrita de Sorkin na produção. Assim como A Rede Social, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, o novo longa é centrado nos diálogos. O que importa aqui são as conversas entre os personagens, como fica claro no momento em que Brad Pitt tenta fazer um grande discurso, mas é mal sucedido. É praticamente uma alfinetada em todas as produções que trazem grandes e motivadoras falas antes dos jogos finais.

Em 2002, o pequenino Oakland Athletics surpreendeu o mundo do baseball ao conseguir destaque na Liga Americana mesmo contando com a menor folha salarial de todos os times profissionais. O longa busca mostrar justamente o "truque" que levou o time ao sucesso, e que passou a ser adotado por muitas outras esquipes da MLB (Major League Baseball) nos anos seguintes.

Auxiliado por Peter Brand (Jonah Hill), Billy Beane resolveu pensar diferente e prestar mais atenção nas estatísticas do que na "esperança/expectativa" de olheiro veteranos. E a tática deu resultado, dependendo do ponto de vista, é claro.

Brad Pitt está sensacional no papel, dando ao personagem uma autenticidade impressionante. Apesar de muitas vezes ser destacado apenas por seus atributos físicos, é inegável que se trata de um dos melhores atores de sua geração. Ele ainda possui o mérito de escolher muito bem seus trabalhos. Em 2011, por exemplo, além de O Homem que Mudou o Jogo, esteve em A Árvore da Vida, sendo que ambas as produções foram indicadas ao Oscar de Melhor Filme.

Se a boa performance de Pitt não pode ser considerada uma surpresa, tendo em vista toda sua carreira, o mesmo não se pode dizer do desempenho de Jonah Hill. Ele nunca foi um ator ruim, mas até então era sempre visto em papéis de coadjuvantes em comédias como Ressaca de Amor e Tá Rindo do Quê?. Hill ainda aparenta ser uma figura engraçada no longa, até por estar meio deslocado naquele meio, mas logo se mostra fundamental para o desenvolvimento da trama.

O elenco conta ainda com as presenças de Robin Wright, Kathryn Morris e Philip Seymour Hoffman. O vencedor do Oscar por Capote, inclusive, é prova de como o desenvolvimento dos personagens principais funciona. Em determinado momento, Hoffman acaba agindo como uma espécie de antagonista de Beane. O interessante é que quando isso acontece, nos vemos torcendo pelo personagem de Pitt, numa demonstração clara de que o mesmo conseguiu conquistar a simpatia dos espectadores.

Falando na cinebiografia de Truman Capote, é necessário destacar a presença do diretor Bennett Miller, que realiza seu primeiro longa desde aquela produção de 2005. Ele conduz bem a narrativa, fazendo com que o interesse pela história esteja presente durante todos os 133 minutos de projeção. É claro que para isso contou com a importante ajuda do editor Christopher Tellefsen (Jogo de Poder).

Também deve ser ressaltada a trilha sonora de Mychael Danna, que em alguns momentos lembra mais um road movie do que um filme sobre esporte. Dentro do lado musical, é interessante o uso da filha de Beane (Kerris Dorsey) para inserir uma canção especial da história, no caso "The Show", de Lenka.

O Homem que Mudou o Jogo é um grande filme. Conta com uma ótima direção de fotografia e uma edição de som centrada nos diálogos. Indicado a seis categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, o longa deve ser conferido. E não tenha medo, não é um filme sobre baseball.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-140005/criticas-adorocinema/