Fernando Augusto Almeida Neves

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bateria subterrânea pode armazenar energia e CO2


Bateria subterrânea pode armazenar energia e CO2: Juntar o armazenamento de energia renovável com o sequestro de carbono parece ser bom demais para ser verdade.

Bateria subterrânea
Incorporar em um único sistema o sequestro de CO2 e oarmazenamento de energia renovável parece ser bom demais para ser verdade, mas é o que está propondo a equipe do professor Thomas Buscheck, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos EUA.
"Se você quer armazenar as grandes quantidades de energia renovável necessárias para equilibrar os desajustes entre oferta e demanda, e armazená-la de forma eficiente, acreditamos que a melhor maneira de fazer isso é no subsolo. Acreditamos que esta é uma maneira de baixo custo para armazenar a energia o tempo suficiente para que possa ser usada mais tarde," afirmou ele.
A ideia consiste em direcionar a energia capturada por fontes solares e eólicas para um sistema subterrâneo de energia geotérmica artificial, que funcionaria como uma enorme bateria subterrânea. Ao mesmo tempo, o sistema armazenaria o CO2 liberado por usinas termelétricas que funcionam com base em combustíveis fósseis.
Salmoura
O sistema prevê a injeção de CO2 liquefeito em reservatórios subterrâneos situados em rochas sedimentares, que são altamente porosas, criando um ambiente pressurizado que empurraria a salmoura presente nessas rochas até poços de produção na superfície.
A salmoura pode ser aquecida e reinjetada no reservatório para armazenar energia térmica, e o CO2 pressurizado resultante funcionaria como um amortecedor de choque, permitindo que o sistema seja carregado ou descarregado em função da oferta e da demanda de energia.
Quando houver insuficiência na geração da energia renovável - à noite ou na ausência de ventos -, o CO2 pressurizado e a salmoura poderiam ser liberados e convertidos em eletricidade.
Dessalinização
De acordo com os modelos de computador, a quantidade de CO2 que poderia ser armazenada no subsolo por um sistema desse tipo seria de pelo menos 4 milhões de toneladas por ano ao longo de 30 anos, o equivalente ao CO2 emitido por uma usina a carvão de 600 megawatts.
"Armazenar grandes quantidades de CO2 cria muita pressão. Este é o maior desafio para mantê-lo permanentemente no subsolo, mas é administrável. Para ter certeza de que não temos pressão excessiva, podemos desviar um pouco da salmoura produzida para gerar água através da dessalinização," disse Buscheck.
Ainda não há previsão de testar a ideia na prática.

Bibliografia:

Earth Battery
Thomas Buscheck
https://www.llnl.gov/sites/default/files/earth_battery-mechanical_engineering-dec_2015.pdf

Descoberto no Brasil mineral tecnologicamente fantástico


Descoberto no Brasil mineral tecnologicamente fantástico: O mineral até então desconhecido foi descoberto em uma mina de fosfato em São Paulo.

Descoberto no Brasil mineral "tecnologicamente fantástico"

Melcherita
O mineral, batizado de melcherita, foi descoberto pelo engenheiro de minas Luiz Alberto Dias Menezes Filho (1950-2014) e caracterizado pela equipe do professor Daniel Atencio, do Instituto de Física da USP em São Carlos (SP). O nome melcherita é uma homenagem ao falecido professor Geraldo Conrado Melcher (1924-2011).O novo mineral foi encontrado em uma cavidade muito pequena de uma rocha de carbonatito, que é rica em calcita e dolomita, na mina de fosfato (carbonatito) de Jacupiranga, no município de Cajati (SP). Nesse tipo de cavidade se encontram os minerais mais raros.
A fórmula química do mineral é Ba2Na2Mg[Nb6O19]·6H2O.
Mineral de nióbio
"A estrutura da melcherita é muito versátil. E até pouco tempo só havíamos encontrado essa estrutura em compostos produzidos em laboratório, e não na natureza", explicou o pesquisador Marcelo Barbosa de Andrade.
Contudo, ao contrário dos compostos sintéticos, ou seja, aqueles produzidos em laboratório, a melcherita contém nióbio (Nb), substância bastante utilizada na fabricação de aços especiais, mas também em materiais supercondutores,novas gerações de discos rígidos para computadores e até reatores de fusão nuclear.
Por ter características diferentes dos compostos sintéticos, segundo Marcelo, a "possibilidade de aplicação tecnológica desse mineral é fantástica".
Há poucas semanas se descobriu que o nióbio se autoestrutura para formar um supercondutor. Da mesma forma, o nióbio pode originar octaedros - estruturas que contêm oito faces - que se unem formando um "super-octaedro".
O pesquisador explica que já existem estudos envolvendo o aprisionamento de substâncias por essas estruturas formadas pelo nióbio, como vírus e compostos químicos letais, como o gás sarin.
Muitas novidades
Por se tratar de um mineral recém-descoberto, ainda serão feitas análises com foco nas propriedades físicas do mineral a fim de analisar outras possíveis aplicações da melcherita, mesmo porque esse mineral ainda não foi encontrado em nenhuma outra região do mundo, a não ser em Cajati.
"A pesquisa ainda está em desenvolvimento. E, em razão de podermos substituir os elementos que existem no mineral, alterando suas propriedades físicas, esperamos apresentar muitas novidades", afirma Marcelo.
Devido à sua raridade, amostras da melcherita foram depositadas no Museu de Geociências da USP e no Museu Mineralógico da Universidade do Arizona, nos EUA, onde estarão acessíveis aos pesquisadores interessados em desenvolver novos estudos com o mineral recém-descoberto.

Bibliografia:

Melcherite, IMA 2015-018
Marcelo B. Andrade, Daniel Atencio, Luiz A. D. Menezes Filho
Mineralogical Magazine
Vol.: 79, 529-535

Linguagem de alto nível para programar bactérias


Linguagem de alto nível para programar bactérias: Usando a linguagem de programação de alto nível é possível dar novas funções às células vivas.

Programação biológica
Engenheiros, biólogos e cientistas da computação se juntaram para criar mais uma linguagem de programação que permite projetar rapidamente circuitos complexos codificados em moléculas de DNA.
Isso significa que, usando uma linguagem de programação de alto nível, é possível dar novas funções para as células vivas - fazer com que façam algo que queremos.
Usando esta linguagem, não é necessário ser um geneticista para escrever um programa para a função que se deseja da célula bacteriana, como detectar e responder a determinadas condições ambientais. Para isso, o próprio programa gera uma sequência de DNA que torna a célula capaz de executar a função.
"É literalmente uma linguagem de programação para bactérias", explica o professor Christopher Voigt, do MIT, nos EUA. "Você usa uma linguagem baseada em texto, exatamente como você programa um computador. Em seguida, compila esse texto e o transforma em uma sequência de DNA que você põe dentro da célula, e o programa roda dentro da célula."
Voigt e seus colegas usaram a linguagem de programação biológica para construir circuitos que podem detectar até três entradas e responder de maneiras diferentes a cada combinação.
Linguagem de alto nível faz programas em bactérias
Recentemente outra equipe criou uma linguagem de programação química que constrói DNAs sintéticos. [Imagem: Yan Liang]
Linguagem de programação bacteriana
A linguagem de programação bacteriana é baseada em Verilog, uma linguagem muito usada para programar chips de computador.
Para criar uma versão que funcione com células, a equipe projetou portas lógicas e sensores que podem ser codificados no DNA de uma célula bacteriana. Os sensores podem detectar compostos diferentes, tais como oxigênio ou glucose, bem como luz, temperatura, acidez e outras condições ambientais. Os programadores de bactérias também podem adicionar seus próprios sensores.
Com a ferramenta, os pesquisadores programaram 60 circuitos com funções diferentes, e 45 deles funcionaram corretamente na primeira vez que foram testados. Vários foram projetados para medir uma ou mais condições ambientais e um especificamente foi projetado para avaliar três entradas diferentes e, em seguida, reagir com base na prioridade de cada uma.
O mais complexo deles é o maior circuito biológico já construído, contendo sete portas lógicas e cerca de 12.000 pares de bases de DNA.
Bactérias computacionais
As aplicações para esse tipo de programação biológica incluem o projeto de células bacterianas capazes de produzir fármacos quando detectam um tumor, por exemplo, ou a criação de células de levedura que possam deter seu próprio processo de fermentação se começarem a aparecer muitos subprodutos tóxicos.
A equipe planeja construir uma interface para sua linguagem de programação bacteriana e disponibilizá-la na web.

Bibliografia:

Genetic circuit design automation
Alec A. K. Nielsen, Bryan S. Der, Jonghyeon Shin, Prashant Vaidyanathan, Vanya Paralanov, Elizabeth A. Strychalski, David Ross, Douglas Densmore, Christopher A. Voigt
Science
Vol.: 352, Issue 6281,
DOI: 10.1126/science.aac7341

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Whatsapp ganhará serviço de chamadas em voz

 
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) durante o Mobile World Congress (MWC)

Após ter sido comprado por US$ 16 bilhões pelo Facebook, o WhatsApp ganhará um novo recurso: a realização de chamadas de voz gratuitas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) durante o Mobile World Congress (MWC). Segundo Jan Koum, fundador do aplicativo, a novidade torna o serviço oferecido pelo aplicativo ainda mais popular. “Nossa missão é levar a opção de as pessoas entrarem em contato com as outras em qualquer lugar e de forma econômica. Nossa meta é estarmos presentes em todos os aparelhos celulares do mundo”, afirmou.

O serviço já é oferecido pelos principais concorrentes do WhatsApp, como Viber, Skype, Line e BlackBerry Messenger (BBM). Koum disse ainda que não há muitos detalhes de como funcionará o sistema de ligações gratuitas que o WhatsApp vai implantar, mas não deve ser muito diferente do oferecido em outros serviços: os usuários que têm o aplicativo instalado devem poder se falar sem pagar quando conectados na Internet. O novo recurso deve ser lançado já no segundo trimestre deste ano.

http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/whatsapp-ganhara-servico-de-chamadas-em-voz/?cHash=3acb15ba8cb822f06ccf88fbf32596ea

sábado, 22 de fevereiro de 2014

SENAI conclui primeiro projeto via Embrapii e assina oito novos contratos

Experiência bem sucedida com a Votorantim Metais impulsionou novas parcerias para o desenvolvimento de melhorias em processos e produtos.

Na próxima terça-feira (25), será realizada, no SENAI Cimatec, às 15h, a cerimônia de encerramento do primeiro projeto do SENAI executado no âmbito da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Desenvolvida para a Votorantim Metais (VM) com um aporte de mais de R$ 1,7 milhões, a pesquisa trouxe inovação para um sistema de queima de combustíveis.
 
Na ocasião, será realizada também a assinatura simbólica de outros oito contratos, já aprovados, com a VM. Ao todo, os projetos somam mais de R$ 23 milhões em investimentos e envolvem mais de 45 pesquisadores do SENAI. De acordo com o consultor do Núcleo Estratégico da instituição, Silmar Nunes, os resultados vão gerar ganho de produtividade para a empresa. “As tecnologias que serão aprimoradas visam otimizar processos, reaproveitar resíduos, remover metais valiosos com maior grau de pureza, aumentar a eficiência enérgica, entre outros”, explica Nunes.
 
Embrapii - Criada a partir de um acordo firmado, em agosto de 2011, entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Embrapii é uma das apostas do Governo Federal para fortalecer a indústria brasileira no atual cenário de competição com produtos importados de alto teor tecnológico. O SENAI Cimatec é uma das três instituições nacionais selecionadas para esta empreitada, ao lado do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCTI), e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
 
Os projetos do Cimatec são direcionados para as áreas de automação e manufatura enquanto o IPT e o INT atuam nas áreas de bionanotecnologia, energia e saúde. O modelo de financiamento tripartite, no qual empresa privada e governo federal (por meio da Embrapii) entram com recursos financeiros e o SENAI com contrapartida não financeira, permite que empresas de menor porte possam participar de iniciativas de inovação.
 
SERVIÇO

O quê: Cerimônia de encerramento do 1° projeto Embrapii e assinatura de novos contratos entre SENAI-BA e Votorantim Metais.

Quando: 25/02, às 15h.

Onde: Auditório II do SENAI Cimatec - Av. Orlando Gomes, 1845 - Piatã, Salvador-BA.

http://www.senai.fieb.org.br/

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Antes de compra, WhatsApp só tinha US$ 8 mi de investimento

 
Mais de 430 milhões de usuários fizeram do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp um dos mais populares do mundo. Mesmo sem planos para começar a monetizar, o serviço foi comprado pelo Facebook por 19 bilhões de dólares. Até hoje, sua única fonte de receita é uma taxa anual de 1 dólar cobrada depois de um ano de uso.

Ao contrário de outras startups que já receberam muitos milhões de investimento, como é o caso do Snapchat, que já recebeu 123 milhões de dólares em aportes, o WhatsApp só anunciou o recebimento de 8 milhões de dólares. Segundo o TechCrunch, o fundo Sequoia Capital, possivelmente apoiado por outros investidores, teria feito o primeiro aporte da empresa.

Os empreendedores por trás do negócio, criado em 2009, são Jan Koum, que já foi responsável pela plataforma de operações do Yahoo, e Brian Acton, que chegou a vice-presidente de engenharia também no Yahoo.

Em um evento na Alemanha, no mês passado, Koum afirmou que o app deveria se manter focado em conversas, sem games ou funções como as do Snapchat. "Ganhamos dinheiro, mas o importante agora não é a monetização. Um dia a empresa focará nisso, mas hoje o objetivo é garantir que o WhatsApp tenha um serviço que funcione”, disse na ocasião.

O empresário também deu a entender que não tinha interesse em vender a empresa, lembrando que companhias como Twitter e o próprio Facebook não foram vendidas e cresceram.

Em mensagem no Facebook, Mark Zuckerberg afirmou que “o WhatsApp irá continuar a operar independentemente dentro do Facebook. O plano de ação do produto não será mudado e o time irá permanecer em Mountain View”. No ano passado, o Facebook havia feito sua maior aquisição até o momento, comprando o Instagram por 1 bilhão de dólares. No total, a empresa já adquiriu 45 startups.

Facebook anuncia compra do WhatsApp por US$16 bilhões



19 Fev (Reuters) - O Facebook vai comprar o serviço de mensagens instantâneas WhatsApp por cerca de 16 bilhões de dólares em dinheiro e ações, no momento em que a maior rede social do mundo busca formas de impulsionar sua popularidade, especialmente entre jovens.


O Facebook disse nesta quarta-feira que pagará 4 bilhões de dólares em dinheiro e cerca de 12 bilhões de dólares em ações na sua maior aquisição até o momento, apequenando a compra por 1 bilhão de dólares do aplicativo de compartilhamento de fotos Instagram.

As ações do Facebook caíam 5 por cento, para 64,70 dólares no after market, após ter fechado perto dos 68,06 dólares na Nasdaq.

Como parte do acordo, o co-fundador e presidente-executivo do WhatsApp, Jan Koum, fará parte do Conselho de Administração do Facebook, e a rede social dará 3 bilhões de dólares adicionais em units para os fundadores do aplicativo, incluindo Koum.

Além disso, o Facebook prometeu manter a marca e o serviço WhatsApp, e se comprometeu a pagar uma multa de 1 bilhão de dólares caso o acordo não seja cumprido.
(Por Soham Chatterjee)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

As 25 empresas brasileiras com mais negócios pelo mundo‏

As 25 empresas brasileiras com mais negócios pelo mundo


A JBS lidera o ranking produzido pela América Economia e está em segundo lugar entre as empresas da região latinoamericana.

Das 80 empresas latinoamericanas com mais negócios no exterior, 26 são brasileiras no ranking produzido pela revista América Economia. É o melhor resultado por país, seguido pelo México, com 18.

A JBS lidera a lista das brasileiras e está em segundo lugar na classificação da região. Em seguida vêm a Latam, em sexto no geral, e a Odebrecht, em 11º.

O ranking é elaborado através do cálculo do Índice multilatino, que leva em conta o número de países em que a empresa atua, a porcentagem de vendas para o exterior e de empregados que trabalham fora do país.

Também considera a porcentagem de aquisições e investimentos realizados no extrangeiro em relação ao total, a cobertura geográfica em locais de difícil acesso e o potencial de crescimento para além das fronteiras nacionais.

Veja, abaixo, as 25 empresas brasileiras com maior presença global:


Ranking Brasil Empresa N. de países Vendas para exterior Empregados no exterior Cobertura geográfica
1 JBS 15 84% 56% 100
2 Latam 16 57% 25% 80
3 Odebrecht 35 42% 31% 91
4 Gerdau 14 63% 50% 72
5 Vale 36 17% 22% 92
6 Marfrig 21 35% 42% 85
7 Petrobras 25 37% 9% 84
8 Brasil Foods 20 40% 16% 86
9 WEG 38 44% 20% 91
10 Fibria 8 51% 4% 73
11 Votorantim 10 24% 24% 67
12 Embraer 6 83% 7% 66
13 Tigre 9 24% 27% 61
14 Metalfrio 6 42% 62% 67
15 Camargo Corrêa 4 18% 18% 83
16 Suzano 10 51% 3% 82
17 CSN 3 13% 9% 53
17 Andrade Gutierrez 38 25% 15% 89
19 Marcopolo 18 36% 22% 69
20 Minerva 3 70% 17% 34
20 Natura 8 9% 18% 59
22 Artecola 6 28% 20% 49
23 Lupatech 5 45% 25% 53
24 Totvs 12 47% 9% 63
25 DHB 22 19% 2% 83

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/as-25-empresas-brasileiras-com-mais-negocios-pelo-mundo

Guia de Tecnologia do Nordeste está disponível em versão digital


Versão digital do Guia de Tecnologia do Nordeste está disponível. Acesse e conheça as empresas de TI, seus produtos e serviços


http://www.calameo.com/read/00215573674a556013601

O primeiro e principal Guia Impresso de Tecnologia do Nordeste, o Guia TIBahia.com, divulga a capa da sua nova edição, que esse ano vem com temas bem atuais como a 'Explosão de Dados - Big Data' e 'Segurança da Informação - Roubo de Dados'. Com período de distribuição estendido e capa diferenciada, edição abrange 2013/2014.

"Essa estratégia foi adotada porque não estávamos conseguindo fechar a edição nos primeiros meses do ano, e com essa nova ação teremos todo o período do segundo semestre de 2013 e o primeiro semestre de 2014 para distribuição, mantendo o Guia sempre atual", comenta Marcone Buarque, diretor e editor do Portal e Guia TIBahia.com

Guia Internacional - A ABBYY, empresa de TI russa, líder mundial no segmento de reconhecimento de documentos, captura de dados e serviços e tecnologias linguísticas, é uma das empresas que confirmaram sua participação no Guia de tecnologia 2013 do Portal TIBahia.com. O Objetivo da empresa é marcar presença na região Nordeste, onde o setor de TI vem ganhando grande visibilidade.

Além da ABBYY, dezenas de empresas já confirmaram participação do Guia, entre as confirmações mais recentes estão: SOFTEX, UNITECH, ZCR, Digifort, Tascom Telecom, Edutec, Lanlink, Targit, Qualify, Performance TI, Montreal Informática, Camada Quatro, Produs Informática, XSITE, XYZTemas, Enetel, 3Consult, Tecnologia Ativa, Comdados, iBliss e Qualitek em parceria com a Kaspersky.

O Guia já está na fase de diagramação da edição e restam apenas poucos espaços disponíveis. Para participar, solicite uma proposta com mais informações pelo e-mail contato@tibahia.com

Dezenas de empresas confirmam participação no Guia Impresso 2013

Mais empresas de tecnologia aderiram participação no principal Guia de Tecnologia da região Nordeste, o Guia TIBahia.com. Dessa vez, foram as empresas: Xlogic, F-Secure, Consultcorp, Abbyy, Tritech, ADX e Innovax TI de Aracaju.

Outras empresas de destaque no mercado de TI do Nordeste, como a Sysdesign, Gensys, Absolut Technologies, Íntegra TI,  INFOX, Chip & Cia, FTS, Open Systems, Prontec, Atena, Teledata, GranTI, inoviT, Provide IT, iP3 e OxenTI, já tinham garantido participação no Guia Impresso das Empresas de Tecnologia, Edição 2013. Dezenas de outras empresas já estão em fase de fechamento.

O Guia Impresso do TIBahia.com é uma publicação anual, amplamente divulgada e distribuída em todo o mercado corporativo, órgãos do governo, universidades, eventos de tecnologia, fabricantes, distribuidores e empresas de tecnologia de todo o Brasil.  
 
O Guia TIBahia.com é um importante canal de comunicação e divulgação das empresas tecnologia, seus produtos e serviços, para o mercado consumidor (Gestores de TI). Ele é lido pelas pessoas decisoras nas corporações.

No conteúdo do guia, você encontra os principais fornecedores de TI e Telecom da região Nordeste, além de fabricantes e distribuidores.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pesquisa inédita mostra as 4 faces da classe média no Brasil‏

Pesquisa inédita mostra as 4 faces da classe média no Brasil

 

Instituto Data Popular e Serasa Experian mostram a visão de mundo, o potencial de consumo e os diferentes perfis da classe média brasileira


http://exame.abril.com.br/economia/ao-vivo/pesquisa-inedita-mostra-as-4-faces-da-classe-media-no-brasil?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-diaria.html#3805

Processador neuromórfico roda os primeiros programas

O grande feito da equipe foi descobrir como programar seu chip neuromórfico. [Imagem: Kirchoff Institute for Physics/Heidelberg University]

Neurônios de silício

Cientistas das universidades de Berlim e Heidelberg, na Alemanha, conseguiram tornar um processador neuromórfico totalmente funcional, executando uma tarefa específica e prática.
O chip usa "neurônios de silício", componentes artificiais que imitam sinapses, para classificar diferentes tipos de dados, uma das tarefas mais comuns e mais úteis na computação.

Apenas essa operação é suficiente para que o chip reconheça números escritos à mão ou separe espécies de plantas com base nas suas flores - desde, é claro, que essas informações sejam convertidas em formatos adequados.

A grande esperança dos chips neuromórficos - que tentam imitar o funcionamento do cérebro humano - é tornar os processadores definitivamente paralelos, executando múltiplas funções ao mesmo tempo.

Programando um chip neuromórfico

Quando os neurônios de silício, que são conectados de forma similar ao que se vê no cérebro humano, recebem um fluxo de dados, eles começam a funcionar em paralelo para resolver o problema.

Na verdade, é a natureza das suas conexões que determina o que o processador vai fazer com os dados.

O grande feito da equipe foi descobrir como programar seu chip neuromórfico - em outras palavras, eles descobriram uma forma de fazer as conexões dos neurônios para que eles classifiquem dados de diferentes características.

"O projeto da arquitetura da rede foi inspirada pelo sistema nervoso que processa odores nos insetos," disse Michael Schmuker. "Esse sistema foi otimizado pela natureza para realizar um processamento altamente paralelo do complexo mundo químico."

Para implementar sua rede, Schmuker usou um processador neuromórfico criado em 2012 na Universidade de Heidelberg, chamado Spikey, e que realizou operações primárias de forma mais eficiente que um processador digital tradicional.
Personalidade de neurônio

Segundo a equipe, o próximo passo é estabelecer as regras para que a programação dos processadores neuromórficos possa ser feita de forma mais prática - em outras palavras, definir como montar redes neuromórficas para realizar tarefas específicas, ou, eventualmente, montar redes neuromórficas multifunção.

Um dos grandes desafios nessa linha de pesquisas é que, assim como os neurônios naturais no cérebro, dois neurônios de silício nunca são fabricados iguais, comportando-se cada um com sua própria personalidade.

Bibliografia:

A neuromorphic network for generic multivariate data classification
Michael Schmuker, Thomas Pfeil, Martin Paul Nawrot
Proceedings of the National Academy of Sciences
Vol.: 111 no. 6
DOI: 10.1073/pnas.1303053111

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Samsung avalia uso de monitores de hábitos vigiando sensores e apps nos smarts

 
 Context seria implementado nos próximos smartphones Samsung (Foto: Allan Melo/TechTudo).

A Samsung planeja colocar um recurso para vigiar e analisar dados do usuário em seus próximos celulares. Segundo o rumor, a funcionalidade, que ainda está em desenvolvimento, seria chamada de "Context" e teria a capacidade de armazenar o que a pessoa escreve, quais aplicativos usa e registrar o que for captado pelo sensor do aparelho, tendo por objetivo fornecer essas informações aos desenvolvedores de apps.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Restaurante automatizado dispensa presença de garçons

A comida chega à mesa através de trilhos de metal.

O restaurante alemão Baggers é o primeiro do mundo a dispensar todos os garçons. O cliente faz o pedido sentado à mesa, acessando uma tela touchscreen. De lá, o pedido vai para a cozinha, que fica no andar de cima, e o prato desce em um trilho de metal.

Após a refeição, os clientes podem avaliar virtualmente a comida, o ambiente e o serviço na mesma tela em que fizeram o pedido. Atraves do dispositivo também é possível enviar e-mails recomendando o restaurante aos amigos.

Apesar de toda a tecnologia e inovação no salão do restaurante, a cozinha segue padrões tradicionais. A comida é preparada por uma equipe de seres humanos que procuram preparar todos os pratos de maneira impecável. Todos os ingredientes usados são orgânicos e frescos, sempre comprados com produtores locais.

http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/restaurante-automatizado-dispensa-presenca-de-garcons/?cHash=895ad5443b94e05fb5633e9423263336

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A gestão integrada da inovação

 
Saber diferenciar etapas e atuar com visão macro são chaves para sucesso no processo inovativo.

Gestão tecnológica, de P&D e da inovação são termos correlatos? Etapas distintas de um processo único? “A cultura de inovação ainda é recente no Brasil, por isso muitas empresas ainda têm dúvidas nessa conceituação”, afirma Lívia Fioravanti, coordenadora de projetos da Inventta e que possui especialização em gestão da inovação na Alemanha.

Gestão Tecnológica

No início da cadeia de inovação, é fundamental traçar uma estratégia tecnológica que será assumida pela corporação, levando em conta, primordialmente, seus próprios objetivos empresariais.

A estratégia tecnológica irá descrever como a empresa deve trabalhar as questões que envolvem tecnologias para obter vantagens competitivas. Já a gestão tecnológica é o processo de integração da ciência, engenharia e estratégia com pesquisa, desenvolvimento e produção, buscando atingir os objetivos de negócio da empresa de forma eficaz, eficiente e econômica.  “É com essa definição em mente que a empresa partirá em busca de novos processos e produtos”, explica Lívia.
Para isso, algumas atividades devem ser consideradas:
  • Busca (através de constante monitoramento) por tecnologias relevantes para a empresa e o seu negócio;
  • Classificação e avaliação das tecnologias pertinentes, de acordo com sua importância estratégica, ciclo de vida, atratividade para o mercado (de baixo, médio e longo prazo) etc;
  • Domínio de tecnologias com alta significância estratégica;
  • Definição dos caminhos de P&D e processos inovadores: desenvolvimento interno ou aquisição de know how externo, obtenção de recursos, estabelecimentos de parcerias etc;
  • Planejamento das atividades de P&D, levando em conta as competências internas necessárias e seus objetivos estratégicos.

Gestão de P&D e Gestão da Inovação

Definido o portfolio e o planejamento de trabalho, entra em cena a Gestão de P&D. É nessa etapa que são adquiridos, armazenados e protegidos novos conhecimentos e o know how tecnológico. Ou seja, são realizadas as pesquisas, o desenvolvimento e a proteção das ideias e soluções pensadas inicialmente para se obter o novo produto ou processo. “Sobretudo nessa fase, e ao longo de todo o processo de inovação, é muito importante que a empresa desenvolva ferramentas para avaliação e controle, através de indicadores de processos e riscos. Assim, por meio de um aprendizado contínuo, é possível definir novos rumos para o projeto e evitar a recorrência de erros”, alerta Lívia.

Finalmente temos a Gestão de Inovação, que engloba, além da gestão de P&D, a implementação do novo produto ou processo na linha de produção da empresa e, posteriormente, a introdução dessa solução no mercado.

Apesar da gestão de P&D permear tanto a gestão tecnológica quanto a de inovação, um dos fatores para o sucesso do projeto é compreender bem os conceitos e definições de cada fase, com seus respectivos limites. “São etapas que se entrelaçam e fazem parte uma da outra, mas cada uma se caracteriza por atividades distintas”, conceitua Lívia.

Segundo a coordenadora de projetos da Inventta, o grande risco que as corporações correm quando não conseguem vislumbrar um panorama macro do processo inovativo é concentrar esforços em apenas um dos pontos da cadeia. “O que as empresas devem sempre ter em mente é trabalhar uma visão global. Se a companhia atua muito na ponta do processo, por exemplo, há o risco de o início não estar bem estruturado, prejudicando a obtenção dos resultados esperados”.

Gestão integrada

Para que essa gestão aconteça de forma integrada, alguns fatores podem contribuir. Montar uma equipe multidisciplinar dentro da empresa é um deles. Esse grupo, formado por profissionais de diferentes áreas e hierarquias, deve estar bem alinhado com a estratégia empresarial e tecnológica adotada pela empresa e pensar no processo de inovação como um todo.
As empresas devem trabalhar com uma visão global. Se a companhia atua muito na ponta do processo, por exemplo, há o risco de o início não estar bem estruturado, prejudicando a obtenção dos resultados esperados.”
Lívia Fioravanti, coordenadora de projetos da Inventta
Sua tarefa seria responder as perguntas relacionadas a como ser mais eficaz (O que vamos fazer? Quais tecnologias vamos adotar? Quais são as necessidades / demandas de nossos clientes? E quais são as soluções?) e a como ser mais eficiente (Como vamos fazer / desenvolver? Como vamos implementar? Temos as competência e recursos necessários? Se não, como podemos obtê-los?).

O diálogo constante com centros de pesquisa também possui papel fundamental. “As ICTs são grandes geradoras de conhecimento no país. O estabelecimento de parcerias público-privadas permite que vários processos sejam catalisados”, pontua a Lívia. Um terceiro aspecto relevante é que as empresas se abram para um modelo mais colaborativo para a geração de novas ideias, envolvendo clientes, fornecedores e parceiros (privados ou públicos) em seu processo inovativo.

 

Como funciona na sua empresa?

O sucesso da implementação de processos inovadores em uma empresa depende da integração da gestão tecnológica, de P&D e da inovação. Na sua empresa, quais são as melhores práticas utilizadas e as dificuldades encontradas para executar essa gestão?

 

http://inventta.net/radar-inovacao/noticias/gestao-integrada-inovacao/

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Memcomputação: física caótica abre caminho para computação cerebral

 
Um comportamento inesperado em materiais ferroelétricos abre o caminho para uma nova abordagem para o armazenamento e processamento de dados conhecido como memcomputação. [Imagem: ORNL]

Ferroeletricidade

Muitas descobertas prometem melhorar as memórias e mesmo os mecanismos de processamento dos computadores.

Contudo, um comportamento inesperado nos materiais ferroelétricos aponta para uma abordagem radicalmente diferente para o armazenamento e o processamento de dados, uma abordagem que está mais para o cérebro humano do que para os processadores eletrônicos.

Anton Ievlev, juntamente com uma equipe da Ucrânia, Rússia e EUA, descobriu o fenômeno ao estudar justamente os materiais ferroelétricos, cuja maior promessa são memórias de computador que não perdem dados na falta de energia.

A principal característica dos materiais ferroelétricos é a mudança de polarização magnética quando são submetidos a um campo elétrico.

Para construir uma memória dessas, os pesquisadores constroem os chamados "domínios magnéticos", zonas de polarização controlada que passam a funcionar como bits.

Bits com vontade própria

A surpresa veio quando eles começaram a adensar esses bits, construindo malhas mais fechadas de domínios magnéticos.

Em vez de ficar cada um na sua, os bits começaram a formar padrões complexos e imprevisíveis - ou quase imprevisíveis.

"Quando reduzimos a distância entre os domínios, começamos a ver coisas que deveriam ser completamente impossíveis," disse Ievlev.

Em vez de obedecer à técnica de construção, os domínios simplesmente se recusavam a ser criados no padrão desejado, ou assumiam padrões alternativos aparentemente aleatórios.

"À primeira vista, não fazia qualquer sentido. Nós pensávamos que, quando um domínio se forma, ele simplesmente se forma. Ele não deveria depender dos domínios vizinhos," explicou o pesquisador.
Mas os domínios magnéticos se mostraram donos de uma vontade intransigente, que não se dobrou ao desejo dos pesquisadores em construir malhas bem definidas de bits - em vez disso, surgiram padrões dos mais variados tipos.

Caos no espaço

Felizmente, a equipe tinha à mão a Teoria do Caos, ainda que tenham precisado usá-la de uma forma inédita.

"O comportamento caótico geralmente é produzido no tempo, não no espaço," explica Ievlev. "Ver um comportamento caótico produzido no espaço, como no nosso experimento, é algo incrivelmente incomum."
Incomum, mas muito útil.

Na verdade, a memória voluntariosa apresenta todos os requisitos necessários para a memcomputação, um paradigma da computação que preconiza que o armazenamento e o processamento ocorram na mesma plataforma física.

Memcomputação

Memcomputação, como se pode depreender, é uma junção de memória com computação, no sentido de realização de cálculos.

"A memcomputação é basicamente como o cérebro humano funciona: os neurônios e suas conexões, as sinapses, podem armazenar e processar informações no mesmo local. Este experimento com domínios ferroelétricos demonstra a possibilidade de [realização da] memcomputação," disse Yuriy Pershin, membro da equipe.

Isso seria feito codificando informações no raio do domínio e fazendo as operações lógicas na superfície do material ferroelétrico.

Embora o sistema, em princípio, tenha uma capacidade de computação universal, todo o experimento foi feito em microscópios eletrônicos, manipulando os domínios um a um.

Assim, serão necessárias muitas pesquisas para saber como o mecanismo se comporta em processos de fabricação mais sistematizados e que possam ser controlados eletronicamente.

Só então os engenheiros poderão começar a projetar esses "processadores cerebrais".

Bibliografia:

Intermittency, quasiperiodicity and chaos in probe-induced ferroelectric domain switching
Anton Ievlev, Stephen Jesse, Anna N. Morozovska, Evgheni Strelcov, Eugene A. Eliseev, Yuriy V. Pershin, Amit Kumar, Vladimir Ya. Shur, Sergei V. Kalinin
Nature Physics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nphys2796

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=memcomputacao&id=010110131126&ebol=sim

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Nintendo quer virar o jogo no 4º trimestre

 
Após o mau desempenho entre março e setembro, a Nintendo quer virar o jogo no quarto trimestre. Criadora do Super Mario, a fabricante japonesa de videogames aposta nas vendas de fim de ano para fechar 2013 com um bom balanço.

"O negócio dos games é muito sazonal e o resultado das vendas de fim de ano influencia largamente o nosso balanço anual", afirmou Satoru Iwata, presidente da Nintendo - em nota publicada no site da empresa.
Com prejuízo líquido de 214 milhões de reais no segundo e terceiro trimestres, a companhia fechou o período com faturamento de cerca de 3,9 bilhões de reais. Consoles e jogos são as principais fontes de receita da empresa e responderam por 46% e 51% do total da receita da Nintendo entre março e setembro, respectivamente.

Nesses meses, a companhia lançou cerca de 290 títulos e vendeu aproximadamente 54 milhões de unidades de seus jogos - além de quase 5 milhões de consoles. Dos quatro modelos produzidos hoje pela empresa, o Nintendo 3DS foi o mais bem sucedido - tendo 3,8 milhões de aparelhos comercializados. Desses, 1,8 foram vendidos só no Japão.

3DS: a galinha dos ovos de ouro

Galinha dos ovos de ouro da Nintendo, o 3DS é também o console com o maior número de jogos vendidos (27,3 milhões) e de títulos lançados (150). Entre os games de maior sucesso produzidos atualmente pela empresa japonesa, estão velhos conhecidos - como Super Mario Bros e Mario Kart.
É claro que segue havendo espaço para inovações - como os recém-lançados Pokémom X e Pokémom Y. "As vendas deles nos dois primeiros dias após o lançamento (simultâneo) ultrapassaram as quatro milhões de unidades", afirma Iwata.

O sucesso do 3DS é tanto que, hoje, ele é o console da empresa com maior número de unidades vendidas - ao todo, elas somam 1,5 bilhão. O modelo superou aparelhos históricos da Nintendo, como o Super Nintendo (49,1 milhões de aparelhos vendidos), o Nintendo 64 (32,9 milhões de aparelhos vendidos) e o Game Boy (1,1 bilhão de aparelhos vendidos).

Além do 3DS, a Nintendo fabrica hoje os modelos DS, Wii e WiiU. O último é a mais nova aposta da empresa e deve substituir o Wii, que aos poucos está sendo aposentado. A meta da empresa é vender 9 milhões de unidades do WiiU até março do ano que vem. Se tudo der certo, a companhia que criou Mario, Luiggi e outros personagens já terá virado o jogo até lá.

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/a-nintendo-quer-virar-o-jogo-no-quarto-trimestre?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-diaria.html

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O ITA vai dobrar de tamanho e se modernizar com ajuda do MIT

 
Laboratório de automação do ITA: um número maior de alunos terá acesso a estas instalações

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica, uma das principais escolas de engenharia do país, vai entrar numa nova fase. Para isso, contará com a ajuda do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nada menos que o melhor do mundo na área

São José dos Campos - A manhã de terça-feira 27 de agosto seria igual a qualquer outra no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, não fosse a disposição dos alunos em não assistir às aulas. Algo surpreendente, visto que o ITA, uma instituição militar, é reconhecido por ter alunos dedicados, disciplinados e, sobretudo, brilhantes.

A relação candidato-vaga de seu vestibular é uma das mais altas do Brasil e seus formandos são disputados a tapa no mercado. “Busco sempre contratar gente do ITA”, diz Alberto Carvalho, presidente da fabricante de bens de consumo Procter&Gamble no Brasil e ex-aluno da instituição.

“Os alunos aprendem a lidar com pressão e desenvolvem uma capacidade técnica impressionante.” Esses alunos pararam para clamar por mudanças. “O pessoal que foi estudar no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), de Boston, nos Estados Unidos, pelo Ciência sem Fronteiras, disse que o curso lá era mais estimulante e tinha mais prática de engenharia do que aqui, embora a qualidade dos alunos fosse igual”, diz Victor Montalvão, estudante do 3º ano de computação e um dos líderes do centro acadêmico.
Outra coisa surpreendente: o reitor Carlos Américo Pacheco faz eco às críticas dos estudantes. “Há uma desvantagem clara em relação aos melhores cursos de engenharia do mundo”, afirma Pacheco. “O ITA é uma escola envelhecida.”

Naquela manhã, ele se reuniu com os alunos para ouvi-los. Os estudantes reclamavam que não têm flexibilidade na grade de disciplinas e que alguns professores abusam do poder. No ITA, só no último ano há disciplinas optativas. Não existe, como em outras universidades, o sistema de créditos, que permite ao aluno se especializar em áreas de preferência. Além disso, quando um professor reprova um aluno, ele é desligado da escola.

As reivindicações dos alunos são simbólicas do momento que o ITA vive — elas chegam em meio a um processo de mudança que é o mais significativo desde a fundação, em 1950. No centro da reforma está o objetivo de aumentar o tamanho da instituição. Hoje, a escola tem 600 alunos de graduação e forma 120 engenheiros por ano. O plano é dobrar esse número.

O vestibular deste ano já ofereceu 50% mais vagas para a graduação. O número de alunos de mestrado e doutorado também crescerá, de 1 200 atuais para 1 800 até 2017. Os professores, hoje 150, serão 300 — o ITA vai contratar mais 60 já no ano que vem. Porém, mais do que crescer, a instituição precisa se atualizar.

Para ajudar nessa tarefa, Pacheco pretende fechar até o fim do ano uma parceria com o MIT, considerada a melhor escola do mundo na área tecnológica. De lá virá a inspiração para mudar o currículo dos seis cursos de engenharia oferecidos. “Já detectamos diversas oportunidades para melhorar o ensino no ITA”, diz Jaime Peraire, chefe do departamento de aeronáutica da instiuição americana.

A parceria será uma espécie de retorno às origens: o ITA teve dois reitores americanos, ex-professores do MIT, na década de 50, quando foi criado por militares da Força Aérea Brasileira. Na década seguinte, o ITA forneceu a base de engenheiros que impulsionou a produção de aviões no país, gerando empresas como a Embraer, fundada como uma estatal em 1969, também em São José dos Campos.

A parceria com o MIT inclui projetos de pesquisa conjuntos e um intercâmbio maior de professores e alunos. Assim, a escola brasileira espera dar uma injeção de qualidade na pós-graduação. A maioria de seus cursos de mestrado e doutorado tem nota 4 na avaliação do Ministério da Educação, numa escala que vai até 7.  
“Melhorar a pós-graduação vai permitir que os novos professores sintam que podem desenvolver também uma carreira notável como pesquisadores”, diz  Carlos de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo, ele mesmo um ex-aluno do ITA.

“Isso é o que mais atrai professores de alto nível.” O ITA vai precisar de professores com mentalidade inovadora para atualizar sua grade de disciplinas. No ano que vem, a escola definirá os detalhes de um sistema de créditos que permitirá, em 2015, escolher matérias optativas a partir do 3º ano da graduação — e não mais no último, como é hoje. As áreas de conhecimento que mais serão contempladas são engenharia de sistemas, de inovação e de materiais, cursos que não existem hoje no ITA. 

No plano, está tudo muito bonito, mas, na prática, a mudança sofre com os nós do setor público no Brasil. “Com seu processo de recrutamento, o ITA terá dificuldade de contratar professores com as características adequadas para tocar a modernização”, diz Silvio Meira, outro ex-aluno da escola e fundador do polo de inovação Porto Digital, em Recife.

Meira integra a Comissão de Planejamento Estratégico criada por Pacheco depois que ele virou reitor do ITA, no fim de 2011. O próprio Pacheco sabe que terá dificuldades para tocar o processo. Ele foi secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia no governo Fernando Henrique Cardoso e aprendeu a negociar nos gabinetes de Brasília.

“O perfil político de Pacheco foi decisivo para conseguir, nos ministérios da Defesa e da Educação, a liberação de 300 milhões de reais para a construção de quatro prédios”, diz Fernando Sakane, vice-reitor desde 2003. A própria parceria com o MIT, que vem sendo negociada há mais de um ano, ainda depende de acertos típicos da burocracia.

A expectativa de Pacheco era que a presidente Dilma assinasse um documento firmando o pacto na viagem oficial que estava programada para os Estados Unidos em outubro. O cancelamento da viagem foi um balde de água fria. Mas isso não vai pará-lo. “O MIT é um estímulo, mas vamos encontrar caminho próprio”, diz Pacheco. Que caminho, reitor? “Uma escola capaz de despertar a paixão por estudar e empreender.”

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1053/noticias/inspiracao-na-numero-1?page=1&utm_campaign=news-diaria.html&utm_medium=e-mail&utm_source=newsletter